Eu li Nejar

Eu li Nejar

Na estréia do solo “Eu Sarau”, eu li Nejar.  Mas, antes tive o cuidado de apresentar o poeta para a platéia – numa rápida pesquisa, percebi que quase todos não o conheciam. Acho que curtiram muito; inclusive o episódio do meu encontro com ele no aeroporto, o início de uma amizade. Um rapaz teceu elogios sinceros ao poeta no […]

Deus esteja!

Deus esteja!

Postado por em mar 27, 2013 | 25 Comentários

 

A náusea que a elite intelectual brasileira sente dos valores ocidentais, estruturados sobre as virtudes cristãs, fica mais evidente a medida que falta aos discípulos de Jesus autoridade, crédito e prestígio, combinação que é fruto da qualidade (necessária) e da legitimidade (desejável) desta atuação no meio do mundo.

Eu acredito é na rapaziada

Postado por em mar 18, 2013 | 2 Comentários

Inspirado pelos excelentes textos que recebi dos candidatos à vaga de pesquisador do Nossa Brasilidade, reconhecendo com alegria que a juventude compareceu em peso e com idéias super legais, compartilho um samba das antigas com vocês. Logo, logo, nosso sítio ganha mais um colaborador. Tenho certeza: aquilo que aqui se planta só tem graça porque o quintal está cheio de gente nova e afim do novo. E será ainda mais, porque essa rapaziada não se cansa de trabalhar!

A Entrevista para a Saraiva Conteúdo – sem cortes.

Postado por em fev 26, 2013 | 7 Comentários

 

1.Desde muito jovens vocês têm ligação com a música. Havia relação direta e afinidade com o rock?

Sim! Nós nos encontramos depois da adolescência. Eu já estava na faculdade, os meninos indo pra lá. Então, aquele período mais intenso da nossa formação já tinha passado; aconteceu nos anos 90 que

Eduardo Coutinho: “Cabra marcado para morrer”

Postado por em fev 24, 2013 | Sem comentários

Uma reportagem cinematográfica sobre João Pedro Teixeira e sua família. A liga camponesa. A religião protestante. O homem do campo. A fome. A luta. Os cubanos. O Brasil da ditadura. A dor e a separação.

Jorge Ben Jor e Jesus Cristo numa música do mundo.

Postado por em fev 23, 2013 | 10 Comentários

 

Foi assim. Meu amigo Ricardo lá de João Pessoa tem um amigo super ligado na música do futuro e do passado, uma verdadeira enciclopédia musical. Pois bem, o cara – como sempre – traz coisas muito legais para o Ricardo. Não foi diferente dessa vez; apresentou o Matthew E. White com a canção Brazos. Lá no encarte do disco, o compositor, produtor, arranjador e fundador da Spacebomb Records, escreve que nesta canção fez uma referência ao Jorge Ben Jor, especificamente a Brother de 1972. Apreciem o som, a confissão e a mistura dessas duas obras. Voltarei para comentar.

 

 

Brazos (Matthew E. White 2012)

Wade across the Brazos
Walk the water like Jesus
They’re gonna come from all directions tonight
And baby we ain’t got no home
Here today and tomorrow we’re gone
But you look beautiful by the fireside

Child, we ain’t from this world
The whole thing, it cause my heart to moan
Babe, we are strangers in this land
They say that white folks are never lazy
They say that white folks are never lazy
They say that white folks are never lazy
Then baby, what are we doing here?
Then child, what are we doing here?

Take it easy, baby
Take it easy, baby
Take it easy, baby, tonight

My heart’s sinking like apostle Peter
Lord, sunk like a stone because he wasn’t a believer
And I’m not sure that I am either
Child, I’m just not sure
They say
In the kingdom there’s no sun to burn
In the kingdom there’s no cracker to hurt you child
In the kingdom there’ll be no slavery
Baby, do you think that’s true?
Child, do you think that’s true

Take it easy, baby
Take it easy, baby
Take it easy, baby, tonight

Wade across the Brazos
Walk the water like Jesus
We’re going to need the Lord’s help tonight
My body is a-bending low
Underneath life’s crushing blow
Golden hours come swiftly on the wing
Stand beside me baby, won’t you hear the angels sing?
Child, won’t you hear the angels sing?
Stand beside me baby, won’t you hear the angels sing?
Child, won’t you hear the angels sing?
Baby, won’t you hear the angels sing?

Jesus Christ is our Lord
Jesus Christ, He is your friend
Jesus Christ is our Lord
Jesus Christ, He is your friend

 

 

A letra desta beleza que você ouviu, não se encontra no site oficial de Jorge Ben Jor. Curiosamente, todas as outras letras do disco estão lá. Minha suspeita de que as biografias dos nossos artistas foram e estão sendo censuradas por motivos ideológicos parece fazer algum sentidoSobre o site ainda, mais curioso é descobrir que a partitura da música foi publicada e pode ser baixada e impressa. Mas, estamos no séc. XXI onde tudo cai na Rede, tudo se conecta, tudo se comunica e nem precisei do Assange. Aqui está, senhoras e senhores, Brother!

Brother  (Jorge Ben 1972)

Brother, Brother, Prepare one more happy way for my Lord
With many love and flowers, and music, and music

Brother, Brother, Prepare one more happy way for my Lord
With many love and flowers, and music, and music

Jesus Christ is my Lord, Jesus Christ is my friend
Jesus Christ is my Lord, and Jesus Christ is my friend

Brother, Brother, Prepare one more happy way for my Lord
With many love and flowers, and music, and music

Brother, Brother, Prepare one more happy way for my Lord
With many love and flowers, and music, and music

Jesus Christ is my Lord, Jesus Christ is my friend
Jesus Christ is my Lord, and Jesus Christ is my friend

Brother, Brother, Prepare one more happy way for my Lord
With many love and flowers, and music, and music

Brother, Prepare one more happy way for my Lord (sweet Jesus!)
Brother, Prepare one more happy way for my Lord (sweet Jesus!)
Brother, Prepare one more happy way for my Lord

Jesus Christ is my Lord, Jesus Christ is my friend (sweet Jesus!)
Jesus Christ is my Lord, Jesus Christ is my friend (Come body brother!)
Jesus Christ is my Lord, Jesus Christ is my friend…

A música do Jorge Ben já havia aparecido aqui nas pesquisas que faço dentro do nosso repertório popular. Ela também entrou na playlist do Palavrantiga, que usamos antes e depois do show, quando não estamos no palco.

Exemplos como “Brother” (Jorge Ben), “Dê um rolê” (Moraes Moreira), “Minha Festa” (Nelson Cavaquinho), ‘Todos estão surdos” (Roberto Carlos) já publicadas aqui no Blog,  também confirmam minha teoria de que não devemos usar a confissão do compositor para definir genero musical. Porque do contrário, Jorge Ben curiosamente seria, nesse caso, transformado no mais novo artista gospel do Brasil.

Está aí um nó conceitual. Não existem parâmetros para tratar as confissões “cristãs” fora do ambiente evangélico ou religioso.  Ninguém nunca me mostrou, por outro lado, as tais categorias musicais para definir uma música sacra contemporânea brasileira – estão aí, mas nenhum de nós sabe dizer onde. A preguiça intelectual prefere chamar tudo que é confissão evangélica de gospel. Confissão não válida no caso de Jorge Ben.

Consigo ouvir daqui alguns pensamentos de amigos preguiçosos: não mexe com esse assunto, tá dando certo até agora, pra que pensar nisso (?). Mas aí ficam com o nó na cabeça quando se ouve lá fora, “no mundo”, expressões tão evangélicas como essa de Jorge Ben Jor, devoto de São Jorge, cantando Jesus Christ is my Lord! No caso dele, repito, a confissão não é suficiente para classificá-lo como gospel. Que coisa! Ambiguidades. Preguiça de almoço ao sol do meio dia. Contradições.

Então, chupa essa manga, produtores, jornalistas, blogueiros, gravadoras, lojistas e ouvintes!

 

1. Não existem parâmetros para tratar as confissões “cristãs” fora do ambiente evangélico ou religioso.

2. Ninguém nunca  mostrou as categorias musicais para definir uma música sacra contemporânea brasileira – estão aí, mas nenhum de nós sabe dizer onde.

3. Brother” (Jorge Ben), “Dê um rolê” (Moraes Moreira), “Minha Festa” (Nelson Cavaquinho), ‘Todos estão surdos” (Roberto Carlos) confirmam minha teoria de que não devemos usar a confissão do compositor para definir genero musical.

 

Quem tiver um pouco de discernimento, logo vai perceber que a nova geração de artistas cristãos, ao abandonar a terminologia de grife “Gospel” para denominar essa nova música feita por nós, já está resolvendo muitas dessas contradições! Então, prossigam: mostrem os parâmetros musicais para definir gênero musical e deixem a teologia cuidar dos assuntos teológicos.