O que você quis dizer com isso?
O desafio é esse: interpretar a letra de uma canção! Qual o melhor jeito? Como chegar a uma conclusão certeira sobre o assunto e os conceitos colocados nos versos daquela obra? Francis Schaeffer dizia que “o cristão tem um fundamento para saber a diferença entre sujeito e objeto”. Isso quer dizer que é possível fazer uma primeira distinção aqui: criador não é criação, objeto artístico não é artista.
SOBRE COMO OUVIR MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
Quando Milton Hatoum disse para José Castello, “materialmente, não quero muito, espiritualmente, quero tudo”, estava confessando o desejo de muitos artistas; a transcendência. Só a literatura contemporânea interessada na superfície da realidade, no papo chatíssimo da desconstrução autoral, num tipo não-conceitual de arte sem artista, tem deixando escapar outros objetivos. Talvez o próprio desaparecimento da literatura. Um tipo de vingança inconsciente desses novos escritores sem fogo, nem brasa.
Mas, o ponto de apoio daquilo que convencionamos chamar de cultura sempre foi uma sensibilidade espiritual que orienta e direciona a criação artística. Pensando agora na música brasileira,
Deus esteja!
A náusea que a elite intelectual brasileira sente dos valores ocidentais, estruturados sobre as virtudes cristãs, fica mais evidente a medida que falta aos discípulos de Jesus autoridade, crédito e prestígio, combinação que é fruto da qualidade (necessária) e da legitimidade (desejável) desta atuação no meio do mundo.
A Entrevista para a Saraiva Conteúdo – sem cortes.
1.Desde muito jovens vocês têm ligação com a música. Havia relação direta e afinidade com o rock?
Sim! Nós nos encontramos depois da adolescência. Eu já estava na faculdade, os meninos indo pra lá. Então, aquele período mais intenso da nossa formação já tinha passado; aconteceu nos anos 90 que
Eduardo Coutinho: “Cabra marcado para morrer”
Uma reportagem cinematográfica sobre João Pedro Teixeira e sua família. A liga camponesa. A religião protestante. O homem do campo. A fome. A luta. Os cubanos. O Brasil da ditadura. A dor e a separação.
